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é o covid!

 

Em janeiro a Wamãe I Antropologia Pública ocupou a sua sede no espaço de cowork "A Bota", no Largo de Santa Bárbara, em Arroios, em Lisboa. Pensando na sala de espetáculos disponível e nos espaços comuns, programámos uma série de oficinas transversais às práticas que temos vindo a desenvolver. Esperamos começá-las em breve!

#OFICINAS

QUE PODE A ANTROPOLOGIA FAZER?

Entre a academia e o terreno

 

A Antropologia está no centro das principais problemáticas da atualidade: Racismo, xenofobia, migrações forçadas, alterações climáticas e "problemas de género". As nossas oficinas são um ponto de encontro e discussão entre o saber académico da antropologia e os territórios que são palco de desigualdades.

 

Nestes primeiros meses de trabalho temos aprendido que o saber académico não é automaticamente transponível para as situações quotidianas onde operamos. As relações pessoais, por exemplo, operam em níveis e escalas que não podem ser vistas dentro de um quadro taxonómico próprio da ciência.

Ao mesmo tempo, o olhar antropológico revela-se esclarecedor, quando as pessoas o utilizam para observar as suas condições de vida. Mas este olhar precisa de passar por um processo hermenêutico para chegar a diferentes populações. Mais que isso, necessita tornar-se performático,  rematerializar-se em formatos que tenham receptores.

Estas oficinas, que vamos criando e adaptando a cada realidade, operam nestes dois níveis: Se por um lado levam a antropologia às pessoas, por outro discutem estas formas de democratizar a antropologia com a academia.

#OFICINAS

ANTROPOLOGIA PARA CRIANÇAS

por BEATRIZ RODRIGUES

 

Estas oficinas funcionam isoladamente, ou por exemplo ao longo de um ano. De forma lúdica, discute-se o tempo que o mundo tem, se há Natal na China, as diferenças entre as pessoas, ou a razão pela qual os bichos falam nos desenhos animados.

Antropologia crianças

 

O que aprendemos com as nossas primeiras oficinas de antropologia para crianças:

Que alguém é estranho se vier da Índia, mas interessante se falar da sua "freguesia" na Índia. Que um mapa é uma coisa abstrata. "Porque é que não se vê Portugal neste mapa, e neste Portugal é enorme?". Que um mapa se torna mapa concreto quando se procura o lugar onde os familiares estão, ou estiveram. Que 40 anos, ou 40 000 anos pode não ter grande diferença, quando se tem 6 anos. Que trabalhar escalas de tempo e espaço é divertido.

#OFICINA

TEATRO E SOCIEDADE

por JOANA FARINHA

 

"De tanto fingir encontrei-me" é um seriado de seis episódios concebido e produzido pela Wamãe I Antropologia Pública, que estreará em breve na RTP Play.

Teatro e sociedade

 

Em novembro de 2020, quando começámos a Wamãe I Antropologia Pública, candidatámo-nos a projetos de todo o tipo. Ganhámos um call para uma série para a RTP Play, que estreará ainda este ano. Dessa produção nasceu um coletivo, "O Incrível Teatro do Mercúrio". Estas responsabilidades obrigaram-nos a estudar, a ouvir quem sabe mais sobre teatro. Partimos por isso para estas oficinas com uma intenção curatorial; Organizamos sessões onde diferentes pessoas que trabalham teatro e comunidade partilham as suas experiências, técnicas e abordagens.

#OFICINAS

IMAGENS E SOM PARA ANTROPÓLOGOS

por FILIPE FERRAZ

 

Ferramentas audiovisuais técnicas, artísticas e linguísticas direcionadas para o trabalho do antropõlogo no terreno e para a produção de outros conteúdos audiovisuais.

Imagem e Som antropologia

A investigação nas ciências sociais exige cada vez mais a produção de documentos audiovisuais. Os meios técnicos audiovisuais estão cada dia mais democratizados. As plataformas de distribuição são transnacionais e gratuitas. Está na natureza da antropologia a profunda imersão em territórios e realidades sociais. O que aqui propomos é a discussão de ferramentas técnicas, artísticas e narrativas que possam otimizar a produção audiovisual dos investigadores.

A Wamãe I Antropologia Pública tem vindo a produzir vários conteúdos audiovisuais, seja integrada em equipas de investigação, ou numa linguagem documental mais autoral, ou mesmo numa abordagem experimental, como é o caso da série "De tanto fingir encontrei-me", produzida para a RTP Play. É desta experiência que nasce o desenho desta oficina, e da convicção que a partilha de know how possa ser útil para todos.

 
 

#OFICINAS

VELHOS SÃO OS JORNAIS

por INÊS TECEDEIRO

 

Pessoas de várias gerações sentam-se em volta de uma mesa. Trazem os seus jornais preferidos. Moderada por uma antropóloga, a conversa desenvolve-se entre as diferentes abordagens jornalísticas mas, principalmente, entre diferentes convicções pessoais.

 

Esta oficina de discussão pretende ser o mais inclusiva possível. Que acontece quando diferentes gerações, etnias, nacionalidades, géneros se juntam para colocar em discussão as suas fontes e as suas verdades? Estamos já longe dos tempos em que a internet prometia democracia, em que ideias como o "cidadão jornalista" anunciava pluralidade. Talvez só as pessoas possam "produzir" democracia...